Domingo, 30 de Julho de 2006

INSTRUMENTOS MUSICAIS DE VÁRIAS TRADIÇÕES - PERCUSSÃO


Djembe

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O Djembe é um instrumento de percussão africano cuja origem é algo polémica. Segundo se supõe, este instrumento surgiu na África Ocidental, na região Mandingue,
Mali, Senegal, Guiné e Burkinafasso, embora não seja um dado adquirido, uma vez que se encontra igualmente difundido por muitas outras regiões de África.

O Djembe é construído com uma pele única de animal - hoje normalmente de cabra, embora os originais fossem feitos a partir de pele de antílope. Alguns djembes
industriais são feitos de fibra e com peles sintéticas, ganhando em termos de durabilidade e perdendo, naturalmente, em termos de riqueza de som.

O Djembe, que também se pode escrever "Jembe", é construído a partir de um tronco de árvore que, segundo os artesãos mais experientes, tem de ser cortado
pelo menos um ano antes de ser "esculpido".

Normalmente é tocado de pé, com o instrumento preso ao corpo do executante. A pele é percutida com as mãos, podendo-se produzir três sons básicos: "slap",
"open", e "base". O primeiro é tocado no rebordo da pele e dá origem a um som aberto, o "open" é tocado entre o rebordo e o centro é um som semelhante
ao "slap" embora mais fechado e a "base" tocado no centro da pele é um som profundo, grave.

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Pandeiro

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É uma espécie de tambor, muito utilizado na música brasileira, internacionalmente conhecido como Tambourine, sendo constituído por um aro de madeira, preenchido
com pedaços de metal que chocalham e vibram à medida que se percute o instrumento.

É construído com uma pele única, sendo tocado segurando com uma das mãos e batendo com a outra. Os ritmos são, em parte, criados a partir de um jogo de
movimentos quer da mão que segura o instrumento, quer da mão que bate na pele.

Os diferentes sons são obtidos ao bater-se na pele, recorrendo a um movimento do pulso e usando os dedos para enriquecer o ritmo.

É possível obter sons graves e agudos, dependendo da força e da forma de bater, fazendo do pandeiro um instrumento essencial no Samba e com grandes responsabilidades
na cor dos ritmos brasileiros.

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Doumbas

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As Doumbas corresponem a um conjunto de três instrumentos: Doundounba (ou Djun), Sanbga e Kenkeni, servindo de  acompanhamento para uma orquestra de Djembes.

Tradicionalmente são feitas de madeira com pele dupla de vaca e afináveis com cordas. Estes instrumentos desempenham a importante função de marcação do
ritmo da música africana, tal como acontece com os surdos em relação à música brasileira.

Tocam-se com baquetas ou paus, posicionanado os instrumentos na posição horizontal. Um dos paus é usado num dos lados da pele e o outro numa campainha/choca
que se põe no topo dos instrumentos.

O tocador poderá tocar um, dois ou mesmo os três instrumentos conseguindo assim um autêntico set percussivo.

Doundounba é o maior e consequentemente o som mais grave, Sanbga é o do meio e Kenkeni o mais pequeno e mais agudo.

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Darbuka

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A Darbuka é um instrumento de percussão, estreitamente ligado à cultura árabe, sendo também tocado em muitas regiões do sul da europa, onde é possível encontrar
a influência das culturas do Norte de África.

Os ocidentais normalmente conhecem este instrumento pela sua utilização no acompanhamento das danças do ventre, cujo estilo direcciona-nos para a terra,
para o chão, desenvolvendo uma consciência de "assentar-na-terra".

Os estilos ocidentais, por seu lado, centralizam a dança nas pernas e na expansão no espaço. As danças orientais e do norte de África baseia-se em movimentos
interiores - tendo como ponto principal o centro do corpo -, e nos isolamentos, ou seja, a capacidade de mover independente e separadamente as diferentes
partes do corpo.

Este instrumento é tocado debaixo de um dos braços e o som é obtido pelo "estalar" dos dedos sobre a pele - o que lhe confere um som muito rico e particularmente
sugestivo para a dança que acompanha.

Obtem-se dele uma variedade de sons extremamente rica, sendo constituido por uma pele simples de camelo ou sintética. As darbukas são normalmente construídas
em   barro ou metal.

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Tama ou Talking Drum

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É da orquestra do Djembe, de madeira e esculpido de um único tronco, tem pele dupla de cabra ou sintética ou em alguns casos de lagarto. É afinável através
de um sistema de cordas que une uma pele à outra. Toca-se debaixo de braço fazendo pressão sobre as cordas conseguindo assim alterações do som pelas suas
características são inclusivamente utilizados como comunicações a curta distância em algumas regiões de países como Ghana, Nigéria, Senegal etc. e proporcionaram
o nome do instrumento em Inglês "Talking Drum", sendo o seu nome original "Tama".

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Percussões Finas

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Servem de acompanhamento ao ritmo e à música. Estes pequenos instrumentos desempenham um papel muito importante na música de percusão e não só, enriquecendo
os ritmos de pormenor e variedade. Existe uma quantidade muito grande de instrumentos deste tipo, desde shakers, maracas, reco-recos, paus de chuva, claves,
etc. todos normalmente feitos a partir de simples materiais da natureza.

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Surdo

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É o bater de coração do Samba, instrumento de grandes dimensões é o acompanhamento percussivo da música brasileira. Normalmente pode ser um instrumento
feito de metal ou de madeira, sendo estes últimos considerados instrumentos de qualidade superior. Tem pele dupla, sintética podendo em alguns casos ser
pele natural de cabra. A afinação é feita por meio de parafusos de rosca que vão de pele a pele.


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Bodhrán

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De origem comum à Irlanda, Escócia e País de Gales, o Bodhrán (pronuncia-se “bough-rawn”), é um membrafone constítuido por uma armação circular de madeira,
sobre a qual é fixa e esticada uma pele, (geralmente de cabra), sobre uma das faces, que é percutida com a mão , ou, mais recentemente, com o auxílio de
uma haste de madeira de formatos diversos, chamada “tipper” ou “beater”, em Inglês, ou “cipin”, em Irlandês.

A origem do Bodhrán é incerta; em Irlandês, a palavra “Bodhrán” deriva da expressão “Bodhar” que significa “som surdo”; (sem dúvida uma referência ao som
característico do instrumento), em Galês designa-se “Wecht”, (“Peneira”), o que é elucidativo sobre a sua possível origem.

Há vários tipos de Bodhrán; da rude peneira ao Bodhrán mais sofisticado, com chaves para afinação, de 16, 18 ou mais polegadas, construídos em várias madeiras,
(ou até mesmo em plástico ou alumínio!) e com peles de qualidade variável, (por vezes decoradas com desenhos ao gosto de cada um). Como todos os instrumentos,
há que ter muito cuidado na sua aquisição, pois muitos modelos são produzidos em série, de baixa qualidade, que se vendem bem a turistas menos avisados...

Podem encontrar-se em quase todo o mundo membrafones de concepção semelhante, (embora percutidos de modo diverso), como, por exemplo, o Bendhir Norte-Africano,
o Tamburo Italiano e até mesmo o “Frame-drum” Indiano e os tambores rituais usados pelos xamãs de certas tribos de indios da América do Norte.

Apesar da sua concepção extremamente simples, o Bodhrán é dotado de uma enorme versatilidade; enquanto o “cipin” de madeira percute a pele em toda a sua
extensão, graças ao rápido movimento circular do pulso, (o que permite obter ritmos dos mais simples aos mais complexos), a outra mão, colocada atrás da
pele, desloca-se livremente na sua superfície e pressiona-a de modo variável, controlando a tonalidade e volume da percussão, (por vezes, também o aro
de madeira é usado para obter uma série de estalidos secos que adornam a execução).

Estas duas técnicas combinadas dão-lhe a versatilidade que o tem tornado tão popular no circuito dos grupos de música tradicional/“folk”.

publicado por tradicional às 18:13
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