Domingo, 30 de Julho de 2006

Instrumentos Musicais de várias Tradições-Aerofones

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Didgeridoo

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O didgeridoo (ou também didjeridu) é um instrumento de sopro usado tradicionalmente por aborígenes no norte da Austrália, estando desde cedo ligado às crenças
religiosas e místicas dos aborígenes.

O didgeridoo quando usado em cerimónias nas comunidades aborígenas, é tradicionalmente proibido a mulheres e estranhos, embora esteja laramente difundido
pela europa e América do Norte.

O Yadaki, nome que os aborígenes dão ao didgeridoo, basicamente é um tronco oco de eucalipto escavado por térmitas e é tocado ao estilo do trompete, encostando
os lábios a uma das extremidades.

Através de sopros de diferentes intensidades, sons com a voz e movimentos com a língua, pode-se explorar toda a gama de sons que ele permite.

Feito tradicionalmente de eucalipto australiano, também pode ser feito de bamboo ou tubos de plástico (PVC), claro que com acentuadas perdas na intensidade
e definição de som.

Existe porém uma técnica que convém dominar: a respiração circular que permite nunca interromper o fluxo de ar expirado e que consiste em encher as bochechas
de ar e vasá-lo enquanto se inspira pelo nariz.

Pode-se encontrar escrito de várias maneiras sendo as mais usuais: Didgeridoo, Didjeridu ou Yidaki.
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http://www.mills.edu/LIFE/CCM/DIDJERIDU/

Compelta informação sobre como tocar, onde comprar e como cuidar deste instrumento

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Flautas

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Existe uma enorme variedade de flautas em todos os cantos do globo, dividindo-se em dois grandes grupos: Bisel e transversa.

As várias notas são obtidas destapando mais ou menos buracos no corpo do instrumento, aumentando e diminuindo assim o tubo sonoro.

O ar é insuflado através do Bisel, ou no caso das flautas transversais, para um pequeno orifício. As flautas podem ser feitas de madeira, cana, metal ou
até mesmo plástico.

Flautas do mesmo tipo podem existir em diversas afinações, de acordo com as suas dimensões, o que possibilita - com a mesma dedilhação - facilmente transpor
as melodias e obter variações no timbre dos instrumentos.

Exemplos de algumas flautas: Flauta Doce (bisel, normalmente feita em madeira), TinWistle (bisel, toda construída em metal, sendo muito usada na música
irlandesa), Flauta transversal (feita em metal ou madeira, podendo ser um instrumento mais ou menos sofisticado – como é o caso das flautas com chaves
utilizadas nas orquestras de música clássica).

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Gaita de Foles

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Em geral, são quatro as partes principais da Gaita: o ponteiro (tubo melódico), o ronco ou roncão (nota pedal, de som contínuo), o fole e o soprete ou boquilha.
Algumas gaitas, como a Highland Bagpipe, a Uillean Pipe, a Cornemuse Bourbonnaise, etc. (ver imagens mais abaixo), têm, além do ronco, dois bordões tenores.

Historicamente, não se conhece a época em que apareceu pela primeira vez o instrumento que, depois de umas tantas transformações e aditamentos, chegou até
nós.

Que saibamos, não há uma história sistematizada da Gaita, mas o instrumento espalhou-se por quase todos os países europeus, umas vezes como instrumento
de expansão popular, outras vezes como instrumento militar, como sucedeu na Escócia e na Irlanda e como já tinha sucedido na infantaria romana com as bandas
de gaitas. No entanto, mais importante que concretizar a sua origem e evolução, é saber que, apesar das cambiantes entre este e aquele país, a podemos
considerar um símbolo de uma cultura que atravessa a europa. E também que, doce, sentida, queixosa, nostálgica, alegre ou festiva, se identifica plenamente
com o seu sentir e com a sua alma.

O vocábulo que se emprega em diversas áreas linguísticas para designar a Gaita, é o gótico ou suevo Gaits (que significa cabra). É lógico, pois, que Gaita
provenha de Gaits, ambas de carácter feminino, podendo aparecer ainda sob a forma de Gayta em escritos medievais.

Morfologia da Gaita de Foles

As partes constituintes da Gaita: Em geral, são quatro as partes principais da Gaita: o ponteiro (tubo melódico), o ronco ou roncão (nota pedal, de som
contínuo), o fole e o soprete ou boquilha. Algumas gaitas, como a Highland Bagpipe, a Uillean Pipe, a Cornemuse Bourbonnaise, etc. (ver imagens mais abaixo),
têm, além do ronco, dois bordões tenores. No final do século XIX, foi acrescentada à gaita galega um segundo bordão (a ronqueta, afinada uma oitava acima
do ronco e uma oitava abaixo da nota fundamental do ponteiro), e um terceiro bordão (o chión, afinado na quinta da nota fundamental), que conferem ao instrumento
uma sonoridade característica.

Não vamos deter-nos aqui sobre a polémica gerada à volta desta nova estrutura da gaita galega. O que nos interessa, sobretudo, é tentar dar uma descrição
tão completa quanto possível do instrumento àqueles que não o conhecem ou com o qual estão pouco familiarizados. Tomámos o exemplo da Gaita galega por
ser aquela que está mais próxima de nós e também por ser usada por muitos gaiteiros portugueses.

O ponteiro: pode dizer-se que é o elemento principal da gaita, já que é nele que soa a melodia. É de secção cónica e as suas dimensões variam em função
da tonalidade do mesmo, ou seja, é mais longo para tonalidades graves e mais curto para tonalidades agudas. No total, tem onze buracos: oito melódicos
(sete na parte anterior e um atrás) que executam as diferentes notas e três chamados "ouvidos". O ponteiro é posto em comunicação com o fole através de
uma bucha que também serve para proteger a palheta. Em geral, é construído com madeiras nobres (buxo, pau-santo, pau-rosa, ébano, macacaúba, etc.).
Sendo uma das partes mais frágeis e delicadas da gaita, há que manuseá-lo e tratá-lo com esmero e cuidado, evitar o calor ou o frio excessivos, exposição
longa ao sol, etc.

A palheta: é construída com duas lâminas de cana bem seca atadas com fio no exterior de um pequeno tubo de metal. Na parte mais estreita da palheta, acima
do tubo metálico, um freio permite a afinação fina das notas do ponteiro, alargando mais ou menos a abertura das lâminas. A boa sonoridade da palheta depende
fundamentalmente dessa abertura. Com a passagem de ar entre as lâminas da palheta, estas começam a vibrar e produzem o som que é depois modulado com os
dedos no ponteiro.
As dimensões das palhetas variam segundo o ponteiro a que se destinam, sendo mais longas para tonalidades graves e mais curtas para tonalidades agudas.
Sendo uma peça extremamente delicada e frágil, deverá haver o maior cuidado com tudo o que possa danificá-la: pancadas ou quedas de qualquer tipo, humidade
excessiva, etc. Dentro do possível, deve ser mantida sempre com o mesmo grau de humidade e haver o maior cuidado ao colocá-la ou retirá-la do ponteiro.

O fole: o elemento mais singular da Gaita e que, no fundo, lhe dá o nome, já que provém do antigo suevo Gaits. É feito de pele de cabrito, de ovelha ou
de bezerro (e mesmo de cão) mas, muitas vezes, de borracha. Há construtores que aplicam foles de pele sintética (como o Gortex) o que, à partida, tem vantagens
apreciáveis: além de impermeável ao ar, absorve a humidade, é extremamente leve e maleável e de duração praticamente ilimitada. Sabemos que também aqui
se estabeleceu alguma polémica, mas, onde todos parecem estar de acordo, é na rejeição do fole de borracha, que, além de não absorver a humidade, é pesado
e incómodo, não possibilita um tempero correcto (e, portanto, a estabilidade na afinação) e é extremamente prejudicial no que diz respeito à conservação
das madeiras.
Pode dizer-se que é no fole e no seu tempero (maior ou menor pressão do braço e quantidade de ar insuflada) que reside um dos maiores segredos da Gaita.
Por excesso ou por defeito, a pressão do ar altera as notas do ponteiro e dos bordões, em especial as notas alteradas, pelo que o gaiteiro deverá ter o
cuidado de se ouvir a si mesmo quando toca.

O soprete (ou boquilha): Elemento que serve para introduzir ar no fole. Na sua parte inferior, uma válvula simples de couro ou de borracha impede que o
ar insuflado se escape. É montado numa bucha ligada à parte superior do fole numa posição voltada para a boca do gaiteiro.

O ronco: o bordão maior da gaita. É constituído por três peças: a prima (peça inferior, onde é montada uma palheta simples, isto é, de uma só lâmina vibratória),
o tércio (peça intermédia) e a copa (peça superior por onde se escapa o som e cuja extremidade lhe dá o nome). As três peças encaixam umas nas outras,
e, ao variar o comprimento do ronco, obtem-se a afinação correcta (duas oitavas abaixo da nota fundamental do ponteiro).
Pode ser ornamentado com anéis metálicos (em geral, de alpaca ou de prata), de chifre de animal (ou de plástico, nos casos das gaitas de menor preço). É
costume atar-se uma franja entre a prima e a copa e uma ou mais borlas no tércio, o que, naturalmente, lhe confere uma melhor estética.

A ronqueta: De construção semelhante ao ronco, mas constituída apenas por duas partes, prima e copa. Afina uma oitava abaixo da nota fundamental do ponteiro
e uma oitava acima da do ronco. Ornamenta-se normalmente com uma borla ou com uma pequena franja semelhante à do ronco.

O chión: não se conhece uma palavra em português para denominar esta parte da Gaita, pelo que usamos o termo galego. É constituído também por uma prima
e uma copa e afina na quinta da nota fundamental do ponteiro (por exemplo,para um ponteiro em Dó, o chión afina em Sol). No espigo é montada uma palheta
simples, mas há gaiteiros que preferem a palheta dupla (igual à do ponteiro).
Em geral, este pequeno bordão é usado quando o gaiteiro toca como solista.

As palhetas: Na imagem, as palhetas simples (palhões) do ronco, da ronqueta e do chión e, no canto inferior esquerdo, a palheta dupla do ponteiro. São geralmente
construídos com cana, mas também há palhões de plástico. Há quem os construa com tubo de plástico e palheta metálica, mas, sendo muito sensíveis à passagem
de ar, torna-se difícil ou quase impossível executar os cortes de som que são típicos em algumas melodias.
Embora possam parecer peças rudimentares, a sua construção exige muita atenção e cuidados escrupulosos. Realizado por: Associação Lelia Doura

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Concertina

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Trata-se de um aerofone de palhetas livres que são accionadas por meio de um fole que une os dois teclados. O teclado da mão direita produz as notas, enquanto
o teclado da mão esquerda produz os acordes e baixos de acompanhamento.

É um instrumento largamente difundido na música de raiz tradicional e Popular Europeia, embora tenha surgido apenas no princípio deste século, depois de
construtores alemães terem transformado os seus primórdios chineses, nomeadamente na utilização de palhetas metálicas.

Este instrumento tem a particularidade de emitir notas distintas quando se prime uma tecla e se acciona o fole em cada sentido, o que o distingue do acordeão
(que emite sempre o mesmo som, independentemente do sentido com que se acciona o fole).

Em portugal designa-se por concertina o que algumas pessoas no nordeste brasileiro chamam "sanfona" (sem distinguir por vezes a concertina e o acordeão);
e que na Irlanda corresponde a um pequeno instrumento hexagonal, também de palhetas livres.

O teclado principal, tocado com a mão direita, produz as várias notas (numa escala diatónica, ou seja, só com os tons principais) enquanto o teclado da
mão esquerda produz os acordes de acompanhamento.

Existem diversas concertinas com diferentes afinações, podendo cada uma ter mais que uma fileira de teclas - com escalas afinadas em diferentes tons.

As concertinas mais comuns na música popular portuguesa são normalmente afinadas em Sól-Dó (GC). Por exemplo, no caso da música cabo-verdiana é mais comum
encontrar concertinas com afinação em Fá-Dó (FC). A maioria dos construtores fabricam os seus modelos nas várias afinações e também é possível encontrá-las
com três fileiras de teclas (mão direita) e um conjunto mais rico de baixos (mão esquerda).

Durante muitos anos a concertina em Portugal foi ganhando uma conotação negativa, dada a forma uniforme como era utilizada pelos ranchos folclóricos do
período do Estado Novo (talvez por  permitir resultados relativemente rápidos), contudo é um instrumento onde muitos virtuosos mostram o seu verdadeiro
potencial.

(Albertino Domingos)

publicado por tradicional às 17:50
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