Domingo, 30 de Julho de 2006

Concelho de Sernanselho - Portugal

>
Bouzouki
...............................................................................
O bouzouki é um instrumento muito popular na musica tradicional da Grécia. Com o nome derivado da palavra Turca "Buzuk" não sofreu grandes alterações ao
longo dos séculos.
Foi perseguido no ultimo século por estar associado, erradamente claro, á sociedade criminal na Grécia.
A musica tradicional relacionada com este instrumento - a Rebetika - esteve, de facto, muito tempo ligada ao mundo prisional, resultando da adaptação da
música rural (em geral designado por demotiki) às condições da população urbana vinda do campo e procurando trabalho na cidade.
Embora o bouzouki se tenha transformado no instrumento mais característico da rebetika (proveniente embora da grande família balcânica das tambouras), a
verdade é que a elementar baglama, que ainda hoje está para o bouzouki como a viola para a guitarra no fado, resulta da invenção de um instrumento que
acompanhasse as canções dos presos, mas que tivesse simplicidade e dimensões que permitissem construi-la e escondê-la em prisões onde eram proibidas.
Hoje em dia afirma-se que tocar Bouzuki e conseguir tirar do instrumento "o espelho da nossa alma" é previlégio que só alguns conseguem atingir...
Nos primeiros tempos crê-se que tivessem 3 corda duplas com afinação DAD (Ré-Lá-Ré). Hoje em dia encontram-se bouzukis de 4 cordas duplas com afinação CFAD
(Dó-Ré-Lá-Ré), o que permite fundir muita da técnica de guitarra na tradicional técnica das gerações.
A título de curiosidade, é frequente encontrar o Bouzouki nas formações musicais irlandesas; tratando-se, contudo, de uma transformação do original grego,
importado muito recentemente pelos grupos folk irlandeses.
>
Berimbau
...............................................................................
Os dois tipos de berimbau mais vulgares são o de peito e o de boca, tendo ambos os instrumentos uma enorma capacidade rítmica, através da diversidade de
sons que é possível retirar destes instrumentos.
Berimbau de Peito
O Berimbau de peito é composto por um arco de madeira e um arame de metal em tensão no arco. A caixa de ressonância é uma cabaça vazia presa num estremo
do arco.
É tocado na vertical segurando o arco com uma das mãos e segurando uma pequena pedra com o indicador e polegar fazendo pressão no arame para alterar o som.
O som também é alterado aproximando e afastando a cabaça da barriga. A outra mão percute o arame com um pequeno bambu ou pau (20cm aproximadamente) e segurando
um pequeno caixixi (pequeno instrumento de percussão, normalmente preenchido com sementes).
Berimbau de Boca
O berimbau de boca tem dimensões mais reduzidas e em vez da cabaça, utiliza como caixa de ressonância a própria boca do tocador.
O som deste é semelhante a uma mola e o movimento da língua altera este curioso som.
publicado por tradicional às 18:29
link do post | comentar | favorito

INSTRUMENTOS MUSICAIS DE VÁRIAS TRADIÇÕES - CORDOFONES

Violino
...............................................................................
O violino é um instrumento de cordas cujo som é provocado pela fricção nas cordas por crinas de cavalo, montadas no arco.
O violino para ser tocado é encaixado na zona da clavícula e abaixo do queixo do executante, enquanto o arco é segurado com a outra mão e assim fricciona
as cordas.
Com quatro cordas afinadas com quintas de distância, o violino é um instrumento com quase três séculos, porém os seus antepassados e parentes remontam ao
Séc. IX. Desde o Fiddle (Séc. IX), a viola de Gamba (Séc XI) e mais tarde a lira de braccio e a rebeca que o instrumento tem evoluído, sob várias formas
e afinações, tendo culminado na família hoje conhecida: violino, viola d'arco, violoncelo e contrabaixo.
Uma particularidade destes instrumentos, em comparação com outros instrumentos de cordas, é o facto de não terem trastes a limitarem o comprimento das cordas
enquanto se escolhem as diferentes notas, o que obriga aos seus executantes uma particular exigência e capacidade de afinação - contudo isso também lhe
confere uma elasticidade pouco vulgar noutros instrumentos de cordas.
Como instrumento é muito rico e a sua tradição é vastíssima, desde a musica tradicional Irlandesa á musica clássica percorre uma série de ambientes enriquecendo-os
e dando-lhes o seu toque único.
>
Dulcimer
...............................................................................
Pensa-se que a palavra dulcimer tem origem na palavra grega "dulce", que significa "doce" e na palavra "melos" do latim, que significa música.
A Dulcimer é um instrumento da região dos ìndios Norte-Americanos dos Montes Apalaches, tendo sido provavelmente trazida pelos europeus, a partir do instrumento
alemão "scheitholt", que tem alguma afinidade à Dulcimer Americana, só que tocada com um arco o com os dedos. Este instrumento alemão encontra-se presente
em noutras culturas europeias: na Suécia e na holanda, sobre várias formas.
A Dulcimer dos Montes Apalaches acabou por entrar em declínio, a partir do momento em que as comunidades índias americanas se começaram a dissolver, tendo
sido recuperado pelo interesse de alguns grupos folk. Actualmente estima-se que existem apenas cerca de 1000 instrumentos na sua região natal, tendo entretanto
cada vez maior presença noutras paragens...
O seu aspecto pode variar de acordo com os gostos de cada construtor, embora devam ser respeitadas algumas regras de afinação e construção.
As notas podem ser obtidas com os dedos junto aos trastes, ou a partir do deslizamento de um pedaço de madeira sobre os trastes. Para accionar as cordas
pode-se recorrer a aos dedos, a uma palheta ou a um arco de violino.
Trata-se de um instrumento com excelentes características tímbricas para acompanhamento de voz, sendo relativamente simples de aprender e de, com ele, improvisar
- o que o torna bastante atractivo e ao mesmo tempo muito belo.
A Dulcimer produz uma escala diatónica, possuindo (tal como a guitarra) trastes que apoiam as várias cordas. É tocada com uma palheta, possuindo quatro
cordas, duas das quais limitam-se a emitir o mesmo som (bordões).
-
Mountain Dulcimer Page:
Aprender a tocar e improvisar, dicas para construção, entre outras coisas
>
Sanfona
...............................................................................
A sanfona remonta à Idade Média, acabando por ficar conotada com os pedintes de rua, na sua fase de declínio.
O som é produzido por uma roda - accionada por uma manivela - que fricciona as cordas e assim elas emitem um som ao mesmo tempo estridente e mágico. A melodia
é obtida através de um teclado cromático de duas oitavas, dando ao instrumento uma enorme potencialidade musical.
A Sanfona é constituída por várias cordas, algumas das quais (os "bordões") limitam-se a emitir um som constante (funcionando como pedal) dando corpo ao
som do instrumento.
As restantes são manipuladas pelo teclado (as "cantantes") produzindo as diferentes notas. Muitas sanfonas possuem ainda um bordão que emite um curioso
som de acompanhamento (a "mosca"), produzido quando se roda a alavanca que acciona a roda com um pequeno solavanco.
A sanfona é um instrumento totalmente construído em madeira, com inúmeras peças móveis, justificando assim o seu elevado preço.
Fernando Meireles, dos Realejo, é o único construtor de Sanfonas em Portugal, fazendo instrumentos de excelente
qualidade, os quais são utilizados pelo próprio grupo.
-
 Vasta Informação sobre a Sanfona
Aqui
-
 Fotos, sons e   informação geral sobre a Sanfona
http://www.mhs.mendocino.k12.ca.us/MenComNet/Business/Retail/Larknet/ArtHurdyGurdyAdjustment

 

>
Bouzouki
...............................................................................
O bouzouki é um instrumento muito popular na musica tradicional da Grécia. Com o nome derivado da palavra Turca "Buzuk" não sofreu grandes alterações ao
longo dos séculos.
Foi perseguido no ultimo século por estar associado, erradamente claro, á sociedade criminal na Grécia.
A musica tradicional relacionada com este instrumento - a Rebetika - esteve, de facto, muito tempo ligada ao mundo prisional, resultando da adaptação da
música rural (em geral designado por demotiki) às condições da população urbana vinda do campo e procurando trabalho na cidade.
Embora o bouzouki se tenha transformado no instrumento mais característico da rebetika (proveniente embora da grande família balcânica das tambouras), a
verdade é que a elementar baglama, que ainda hoje está para o bouzouki como a viola para a guitarra no fado, resulta da invenção de um instrumento que
acompanhasse as canções dos presos, mas que tivesse simplicidade e dimensões que permitissem construi-la e escondê-la em prisões onde eram proibidas.
Hoje em dia afirma-se que tocar Bouzuki e conseguir tirar do instrumento "o espelho da nossa alma" é previlégio que só alguns conseguem atingir...
Nos primeiros tempos crê-se que tivessem 3 corda duplas com afinação DAD (Ré-Lá-Ré). Hoje em dia encontram-se bouzukis de 4 cordas duplas com afinação CFAD
(Dó-Ré-Lá-Ré), o que permite fundir muita da técnica de guitarra na tradicional técnica das gerações.
A título de curiosidade, é frequente encontrar o Bouzouki nas formações musicais irlandesas; tratando-se, contudo, de uma transformação do original grego,
importado muito recentemente pelos grupos folk irlandeses.
>
Berimbau
...............................................................................
Os dois tipos de berimbau mais vulgares são o de peito e o de boca, tendo ambos os instrumentos uma enorma capacidade rítmica, através da diversidade de
sons que é possível retirar destes instrumentos.
Berimbau de Peito
O Berimbau de peito é composto por um arco de madeira e um arame de metal em tensão no arco. A caixa de ressonância é uma cabaça vazia presa num estremo
do arco.
É tocado na vertical segurando o arco com uma das mãos e segurando uma pequena pedra com o indicador e polegar fazendo pressão no arame para alterar o som.
O som também é alterado aproximando e afastando a cabaça da barriga. A outra mão percute o arame com um pequeno bambu ou pau (20cm aproximadamente) e segurando
um pequeno caixixi (pequeno instrumento de percussão, normalmente preenchido com sementes).
Berimbau de Boca
O berimbau de boca tem dimensões mais reduzidas e em vez da cabaça, utiliza como caixa de ressonância a própria boca do tocador.
O som deste é semelhante a uma mola e o movimento da língua altera este curioso som.

publicado por tradicional às 18:18
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

INSTRUMENTOS MUSICAIS DE VÁRIAS TRADIÇÕES - PERCUSSÃO


Djembe

...............................................................................

O Djembe é um instrumento de percussão africano cuja origem é algo polémica. Segundo se supõe, este instrumento surgiu na África Ocidental, na região Mandingue,
Mali, Senegal, Guiné e Burkinafasso, embora não seja um dado adquirido, uma vez que se encontra igualmente difundido por muitas outras regiões de África.

O Djembe é construído com uma pele única de animal - hoje normalmente de cabra, embora os originais fossem feitos a partir de pele de antílope. Alguns djembes
industriais são feitos de fibra e com peles sintéticas, ganhando em termos de durabilidade e perdendo, naturalmente, em termos de riqueza de som.

O Djembe, que também se pode escrever "Jembe", é construído a partir de um tronco de árvore que, segundo os artesãos mais experientes, tem de ser cortado
pelo menos um ano antes de ser "esculpido".

Normalmente é tocado de pé, com o instrumento preso ao corpo do executante. A pele é percutida com as mãos, podendo-se produzir três sons básicos: "slap",
"open", e "base". O primeiro é tocado no rebordo da pele e dá origem a um som aberto, o "open" é tocado entre o rebordo e o centro é um som semelhante
ao "slap" embora mais fechado e a "base" tocado no centro da pele é um som profundo, grave.

>
Pandeiro

...............................................................................

É uma espécie de tambor, muito utilizado na música brasileira, internacionalmente conhecido como Tambourine, sendo constituído por um aro de madeira, preenchido
com pedaços de metal que chocalham e vibram à medida que se percute o instrumento.

É construído com uma pele única, sendo tocado segurando com uma das mãos e batendo com a outra. Os ritmos são, em parte, criados a partir de um jogo de
movimentos quer da mão que segura o instrumento, quer da mão que bate na pele.

Os diferentes sons são obtidos ao bater-se na pele, recorrendo a um movimento do pulso e usando os dedos para enriquecer o ritmo.

É possível obter sons graves e agudos, dependendo da força e da forma de bater, fazendo do pandeiro um instrumento essencial no Samba e com grandes responsabilidades
na cor dos ritmos brasileiros.

>
Doumbas

...............................................................................

As Doumbas corresponem a um conjunto de três instrumentos: Doundounba (ou Djun), Sanbga e Kenkeni, servindo de  acompanhamento para uma orquestra de Djembes.

Tradicionalmente são feitas de madeira com pele dupla de vaca e afináveis com cordas. Estes instrumentos desempenham a importante função de marcação do
ritmo da música africana, tal como acontece com os surdos em relação à música brasileira.

Tocam-se com baquetas ou paus, posicionanado os instrumentos na posição horizontal. Um dos paus é usado num dos lados da pele e o outro numa campainha/choca
que se põe no topo dos instrumentos.

O tocador poderá tocar um, dois ou mesmo os três instrumentos conseguindo assim um autêntico set percussivo.

Doundounba é o maior e consequentemente o som mais grave, Sanbga é o do meio e Kenkeni o mais pequeno e mais agudo.

>

Darbuka

...............................................................................

A Darbuka é um instrumento de percussão, estreitamente ligado à cultura árabe, sendo também tocado em muitas regiões do sul da europa, onde é possível encontrar
a influência das culturas do Norte de África.

Os ocidentais normalmente conhecem este instrumento pela sua utilização no acompanhamento das danças do ventre, cujo estilo direcciona-nos para a terra,
para o chão, desenvolvendo uma consciência de "assentar-na-terra".

Os estilos ocidentais, por seu lado, centralizam a dança nas pernas e na expansão no espaço. As danças orientais e do norte de África baseia-se em movimentos
interiores - tendo como ponto principal o centro do corpo -, e nos isolamentos, ou seja, a capacidade de mover independente e separadamente as diferentes
partes do corpo.

Este instrumento é tocado debaixo de um dos braços e o som é obtido pelo "estalar" dos dedos sobre a pele - o que lhe confere um som muito rico e particularmente
sugestivo para a dança que acompanha.

Obtem-se dele uma variedade de sons extremamente rica, sendo constituido por uma pele simples de camelo ou sintética. As darbukas são normalmente construídas
em   barro ou metal.

>

Tama ou Talking Drum

...............................................................................

É da orquestra do Djembe, de madeira e esculpido de um único tronco, tem pele dupla de cabra ou sintética ou em alguns casos de lagarto. É afinável através
de um sistema de cordas que une uma pele à outra. Toca-se debaixo de braço fazendo pressão sobre as cordas conseguindo assim alterações do som pelas suas
características são inclusivamente utilizados como comunicações a curta distância em algumas regiões de países como Ghana, Nigéria, Senegal etc. e proporcionaram
o nome do instrumento em Inglês "Talking Drum", sendo o seu nome original "Tama".

>

Percussões Finas

...............................................................................

Servem de acompanhamento ao ritmo e à música. Estes pequenos instrumentos desempenham um papel muito importante na música de percusão e não só, enriquecendo
os ritmos de pormenor e variedade. Existe uma quantidade muito grande de instrumentos deste tipo, desde shakers, maracas, reco-recos, paus de chuva, claves,
etc. todos normalmente feitos a partir de simples materiais da natureza.

>

Surdo

...............................................................................

É o bater de coração do Samba, instrumento de grandes dimensões é o acompanhamento percussivo da música brasileira. Normalmente pode ser um instrumento
feito de metal ou de madeira, sendo estes últimos considerados instrumentos de qualidade superior. Tem pele dupla, sintética podendo em alguns casos ser
pele natural de cabra. A afinação é feita por meio de parafusos de rosca que vão de pele a pele.


>
Bodhrán

...............................................................................

De origem comum à Irlanda, Escócia e País de Gales, o Bodhrán (pronuncia-se “bough-rawn”), é um membrafone constítuido por uma armação circular de madeira,
sobre a qual é fixa e esticada uma pele, (geralmente de cabra), sobre uma das faces, que é percutida com a mão , ou, mais recentemente, com o auxílio de
uma haste de madeira de formatos diversos, chamada “tipper” ou “beater”, em Inglês, ou “cipin”, em Irlandês.

A origem do Bodhrán é incerta; em Irlandês, a palavra “Bodhrán” deriva da expressão “Bodhar” que significa “som surdo”; (sem dúvida uma referência ao som
característico do instrumento), em Galês designa-se “Wecht”, (“Peneira”), o que é elucidativo sobre a sua possível origem.

Há vários tipos de Bodhrán; da rude peneira ao Bodhrán mais sofisticado, com chaves para afinação, de 16, 18 ou mais polegadas, construídos em várias madeiras,
(ou até mesmo em plástico ou alumínio!) e com peles de qualidade variável, (por vezes decoradas com desenhos ao gosto de cada um). Como todos os instrumentos,
há que ter muito cuidado na sua aquisição, pois muitos modelos são produzidos em série, de baixa qualidade, que se vendem bem a turistas menos avisados...

Podem encontrar-se em quase todo o mundo membrafones de concepção semelhante, (embora percutidos de modo diverso), como, por exemplo, o Bendhir Norte-Africano,
o Tamburo Italiano e até mesmo o “Frame-drum” Indiano e os tambores rituais usados pelos xamãs de certas tribos de indios da América do Norte.

Apesar da sua concepção extremamente simples, o Bodhrán é dotado de uma enorme versatilidade; enquanto o “cipin” de madeira percute a pele em toda a sua
extensão, graças ao rápido movimento circular do pulso, (o que permite obter ritmos dos mais simples aos mais complexos), a outra mão, colocada atrás da
pele, desloca-se livremente na sua superfície e pressiona-a de modo variável, controlando a tonalidade e volume da percussão, (por vezes, também o aro
de madeira é usado para obter uma série de estalidos secos que adornam a execução).

Estas duas técnicas combinadas dão-lhe a versatilidade que o tem tornado tão popular no circuito dos grupos de música tradicional/“folk”.

publicado por tradicional às 18:13
link do post | comentar | favorito

Instrumentos Musicais de várias Tradições-Aerofones

-

Didgeridoo

...............................................................................

O didgeridoo (ou também didjeridu) é um instrumento de sopro usado tradicionalmente por aborígenes no norte da Austrália, estando desde cedo ligado às crenças
religiosas e místicas dos aborígenes.

O didgeridoo quando usado em cerimónias nas comunidades aborígenas, é tradicionalmente proibido a mulheres e estranhos, embora esteja laramente difundido
pela europa e América do Norte.

O Yadaki, nome que os aborígenes dão ao didgeridoo, basicamente é um tronco oco de eucalipto escavado por térmitas e é tocado ao estilo do trompete, encostando
os lábios a uma das extremidades.

Através de sopros de diferentes intensidades, sons com a voz e movimentos com a língua, pode-se explorar toda a gama de sons que ele permite.

Feito tradicionalmente de eucalipto australiano, também pode ser feito de bamboo ou tubos de plástico (PVC), claro que com acentuadas perdas na intensidade
e definição de som.

Existe porém uma técnica que convém dominar: a respiração circular que permite nunca interromper o fluxo de ar expirado e que consiste em encher as bochechas
de ar e vasá-lo enquanto se inspira pelo nariz.

Pode-se encontrar escrito de várias maneiras sendo as mais usuais: Didgeridoo, Didjeridu ou Yidaki.
-

http://www.mills.edu/LIFE/CCM/DIDJERIDU/

Compelta informação sobre como tocar, onde comprar e como cuidar deste instrumento

>

Flautas

-

Existe uma enorme variedade de flautas em todos os cantos do globo, dividindo-se em dois grandes grupos: Bisel e transversa.

As várias notas são obtidas destapando mais ou menos buracos no corpo do instrumento, aumentando e diminuindo assim o tubo sonoro.

O ar é insuflado através do Bisel, ou no caso das flautas transversais, para um pequeno orifício. As flautas podem ser feitas de madeira, cana, metal ou
até mesmo plástico.

Flautas do mesmo tipo podem existir em diversas afinações, de acordo com as suas dimensões, o que possibilita - com a mesma dedilhação - facilmente transpor
as melodias e obter variações no timbre dos instrumentos.

Exemplos de algumas flautas: Flauta Doce (bisel, normalmente feita em madeira), TinWistle (bisel, toda construída em metal, sendo muito usada na música
irlandesa), Flauta transversal (feita em metal ou madeira, podendo ser um instrumento mais ou menos sofisticado – como é o caso das flautas com chaves
utilizadas nas orquestras de música clássica).

>

Gaita de Foles

...............................................................................

Em geral, são quatro as partes principais da Gaita: o ponteiro (tubo melódico), o ronco ou roncão (nota pedal, de som contínuo), o fole e o soprete ou boquilha.
Algumas gaitas, como a Highland Bagpipe, a Uillean Pipe, a Cornemuse Bourbonnaise, etc. (ver imagens mais abaixo), têm, além do ronco, dois bordões tenores.

Historicamente, não se conhece a época em que apareceu pela primeira vez o instrumento que, depois de umas tantas transformações e aditamentos, chegou até
nós.

Que saibamos, não há uma história sistematizada da Gaita, mas o instrumento espalhou-se por quase todos os países europeus, umas vezes como instrumento
de expansão popular, outras vezes como instrumento militar, como sucedeu na Escócia e na Irlanda e como já tinha sucedido na infantaria romana com as bandas
de gaitas. No entanto, mais importante que concretizar a sua origem e evolução, é saber que, apesar das cambiantes entre este e aquele país, a podemos
considerar um símbolo de uma cultura que atravessa a europa. E também que, doce, sentida, queixosa, nostálgica, alegre ou festiva, se identifica plenamente
com o seu sentir e com a sua alma.

O vocábulo que se emprega em diversas áreas linguísticas para designar a Gaita, é o gótico ou suevo Gaits (que significa cabra). É lógico, pois, que Gaita
provenha de Gaits, ambas de carácter feminino, podendo aparecer ainda sob a forma de Gayta em escritos medievais.

Morfologia da Gaita de Foles

As partes constituintes da Gaita: Em geral, são quatro as partes principais da Gaita: o ponteiro (tubo melódico), o ronco ou roncão (nota pedal, de som
contínuo), o fole e o soprete ou boquilha. Algumas gaitas, como a Highland Bagpipe, a Uillean Pipe, a Cornemuse Bourbonnaise, etc. (ver imagens mais abaixo),
têm, além do ronco, dois bordões tenores. No final do século XIX, foi acrescentada à gaita galega um segundo bordão (a ronqueta, afinada uma oitava acima
do ronco e uma oitava abaixo da nota fundamental do ponteiro), e um terceiro bordão (o chión, afinado na quinta da nota fundamental), que conferem ao instrumento
uma sonoridade característica.

Não vamos deter-nos aqui sobre a polémica gerada à volta desta nova estrutura da gaita galega. O que nos interessa, sobretudo, é tentar dar uma descrição
tão completa quanto possível do instrumento àqueles que não o conhecem ou com o qual estão pouco familiarizados. Tomámos o exemplo da Gaita galega por
ser aquela que está mais próxima de nós e também por ser usada por muitos gaiteiros portugueses.

O ponteiro: pode dizer-se que é o elemento principal da gaita, já que é nele que soa a melodia. É de secção cónica e as suas dimensões variam em função
da tonalidade do mesmo, ou seja, é mais longo para tonalidades graves e mais curto para tonalidades agudas. No total, tem onze buracos: oito melódicos
(sete na parte anterior e um atrás) que executam as diferentes notas e três chamados "ouvidos". O ponteiro é posto em comunicação com o fole através de
uma bucha que também serve para proteger a palheta. Em geral, é construído com madeiras nobres (buxo, pau-santo, pau-rosa, ébano, macacaúba, etc.).
Sendo uma das partes mais frágeis e delicadas da gaita, há que manuseá-lo e tratá-lo com esmero e cuidado, evitar o calor ou o frio excessivos, exposição
longa ao sol, etc.

A palheta: é construída com duas lâminas de cana bem seca atadas com fio no exterior de um pequeno tubo de metal. Na parte mais estreita da palheta, acima
do tubo metálico, um freio permite a afinação fina das notas do ponteiro, alargando mais ou menos a abertura das lâminas. A boa sonoridade da palheta depende
fundamentalmente dessa abertura. Com a passagem de ar entre as lâminas da palheta, estas começam a vibrar e produzem o som que é depois modulado com os
dedos no ponteiro.
As dimensões das palhetas variam segundo o ponteiro a que se destinam, sendo mais longas para tonalidades graves e mais curtas para tonalidades agudas.
Sendo uma peça extremamente delicada e frágil, deverá haver o maior cuidado com tudo o que possa danificá-la: pancadas ou quedas de qualquer tipo, humidade
excessiva, etc. Dentro do possível, deve ser mantida sempre com o mesmo grau de humidade e haver o maior cuidado ao colocá-la ou retirá-la do ponteiro.

O fole: o elemento mais singular da Gaita e que, no fundo, lhe dá o nome, já que provém do antigo suevo Gaits. É feito de pele de cabrito, de ovelha ou
de bezerro (e mesmo de cão) mas, muitas vezes, de borracha. Há construtores que aplicam foles de pele sintética (como o Gortex) o que, à partida, tem vantagens
apreciáveis: além de impermeável ao ar, absorve a humidade, é extremamente leve e maleável e de duração praticamente ilimitada. Sabemos que também aqui
se estabeleceu alguma polémica, mas, onde todos parecem estar de acordo, é na rejeição do fole de borracha, que, além de não absorver a humidade, é pesado
e incómodo, não possibilita um tempero correcto (e, portanto, a estabilidade na afinação) e é extremamente prejudicial no que diz respeito à conservação
das madeiras.
Pode dizer-se que é no fole e no seu tempero (maior ou menor pressão do braço e quantidade de ar insuflada) que reside um dos maiores segredos da Gaita.
Por excesso ou por defeito, a pressão do ar altera as notas do ponteiro e dos bordões, em especial as notas alteradas, pelo que o gaiteiro deverá ter o
cuidado de se ouvir a si mesmo quando toca.

O soprete (ou boquilha): Elemento que serve para introduzir ar no fole. Na sua parte inferior, uma válvula simples de couro ou de borracha impede que o
ar insuflado se escape. É montado numa bucha ligada à parte superior do fole numa posição voltada para a boca do gaiteiro.

O ronco: o bordão maior da gaita. É constituído por três peças: a prima (peça inferior, onde é montada uma palheta simples, isto é, de uma só lâmina vibratória),
o tércio (peça intermédia) e a copa (peça superior por onde se escapa o som e cuja extremidade lhe dá o nome). As três peças encaixam umas nas outras,
e, ao variar o comprimento do ronco, obtem-se a afinação correcta (duas oitavas abaixo da nota fundamental do ponteiro).
Pode ser ornamentado com anéis metálicos (em geral, de alpaca ou de prata), de chifre de animal (ou de plástico, nos casos das gaitas de menor preço). É
costume atar-se uma franja entre a prima e a copa e uma ou mais borlas no tércio, o que, naturalmente, lhe confere uma melhor estética.

A ronqueta: De construção semelhante ao ronco, mas constituída apenas por duas partes, prima e copa. Afina uma oitava abaixo da nota fundamental do ponteiro
e uma oitava acima da do ronco. Ornamenta-se normalmente com uma borla ou com uma pequena franja semelhante à do ronco.

O chión: não se conhece uma palavra em português para denominar esta parte da Gaita, pelo que usamos o termo galego. É constituído também por uma prima
e uma copa e afina na quinta da nota fundamental do ponteiro (por exemplo,para um ponteiro em Dó, o chión afina em Sol). No espigo é montada uma palheta
simples, mas há gaiteiros que preferem a palheta dupla (igual à do ponteiro).
Em geral, este pequeno bordão é usado quando o gaiteiro toca como solista.

As palhetas: Na imagem, as palhetas simples (palhões) do ronco, da ronqueta e do chión e, no canto inferior esquerdo, a palheta dupla do ponteiro. São geralmente
construídos com cana, mas também há palhões de plástico. Há quem os construa com tubo de plástico e palheta metálica, mas, sendo muito sensíveis à passagem
de ar, torna-se difícil ou quase impossível executar os cortes de som que são típicos em algumas melodias.
Embora possam parecer peças rudimentares, a sua construção exige muita atenção e cuidados escrupulosos. Realizado por: Associação Lelia Doura

>

Concertina

...............................................................................

Trata-se de um aerofone de palhetas livres que são accionadas por meio de um fole que une os dois teclados. O teclado da mão direita produz as notas, enquanto
o teclado da mão esquerda produz os acordes e baixos de acompanhamento.

É um instrumento largamente difundido na música de raiz tradicional e Popular Europeia, embora tenha surgido apenas no princípio deste século, depois de
construtores alemães terem transformado os seus primórdios chineses, nomeadamente na utilização de palhetas metálicas.

Este instrumento tem a particularidade de emitir notas distintas quando se prime uma tecla e se acciona o fole em cada sentido, o que o distingue do acordeão
(que emite sempre o mesmo som, independentemente do sentido com que se acciona o fole).

Em portugal designa-se por concertina o que algumas pessoas no nordeste brasileiro chamam "sanfona" (sem distinguir por vezes a concertina e o acordeão);
e que na Irlanda corresponde a um pequeno instrumento hexagonal, também de palhetas livres.

O teclado principal, tocado com a mão direita, produz as várias notas (numa escala diatónica, ou seja, só com os tons principais) enquanto o teclado da
mão esquerda produz os acordes de acompanhamento.

Existem diversas concertinas com diferentes afinações, podendo cada uma ter mais que uma fileira de teclas - com escalas afinadas em diferentes tons.

As concertinas mais comuns na música popular portuguesa são normalmente afinadas em Sól-Dó (GC). Por exemplo, no caso da música cabo-verdiana é mais comum
encontrar concertinas com afinação em Fá-Dó (FC). A maioria dos construtores fabricam os seus modelos nas várias afinações e também é possível encontrá-las
com três fileiras de teclas (mão direita) e um conjunto mais rico de baixos (mão esquerda).

Durante muitos anos a concertina em Portugal foi ganhando uma conotação negativa, dada a forma uniforme como era utilizada pelos ranchos folclóricos do
período do Estado Novo (talvez por  permitir resultados relativemente rápidos), contudo é um instrumento onde muitos virtuosos mostram o seu verdadeiro
potencial.

(Albertino Domingos)

publicado por tradicional às 17:50
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2006

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14

16
17
18
19
20
21

23
24
25
26
27
28
29

31


.posts recentes

. Concelho de Sernanselho -...

. INSTRUMENTOS MUSICAIS DE ...

. INSTRUMENTOS MUSICAIS DE ...

. Instrumentos Musicais de ...

. GASTRONOMIA - Comer no Po...

. Começos Olímpicos

. COSTUMES E TRADIÇÕES DAS ...

. A MÚSICA, A TRADIÇÃO DESD...

. DOS INSTRUMENTOS MUSICAIS...

. Panorama Músico-Instrumen...

.arquivos

. Julho 2006

. Junho 2006

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds